A mania chamada Twitter

Quem atualiza o seu blog ultimamente? Quem vai todos os dias no orkut? Quem muda o seu humor no buddy poke? Poucas pessoas, essa é a resposta. Os internautas agora descobriram outra diversão, o Twitter. E como agora eu virei internauta, isso mesmo, por mais incrível que isso pareça, agora fico muito mais tempo na frente da tela de um computador do que diante de um livro do Gabriel García Marquez. Que vida, né? Eu que nem celular tinha. Mas agora faço parte desse mundo e, consequentemente, do país mais frequentado e mais famoso desse mundo, o Twitter.

Fácil, prático, rápido. Esse novo site de relacionamento, essa espécie de microblog, tem todas essas qualidades e muito mais. Nele os internautas têm a chance de seguir seu artista favorito, sem cair no conto do fake (coisa super comum no Orkut, por exemplo). Mas não é só isso, lá as pessoas podem falar tudo, sobre todos, podem realmente se interagir com as outras pessoas e com os assuntos da atualidade.

E o pior, vicia. Você ouve as pessoas falarem sobre, não entende nada, daí faz o seu cadastro pra saber do que se trata. Cria sua conta, dá uma ajeitadinha no seu layout, procura os artistas e depois sai à caça dos amigos. No princípio escreve tudo o que tá acontecendo com você, depois se intera dos assuntos que estão na roda, depois não escreve nada, só lê. E quando você se dá conta, tá viciado. Não para de dar F5. De responder a todos.

Mas quando você percebe não dá pra parar. O vício já tomou conta, a mania twitteira já está com você. Não vou falar mais nada, tenho que voltar pra lá e saber o que tá acontecendo, tenho que saber se alguém me mandou uma direct message ou se me responderam. Não falo mais, se quiserem saber ou entender sobre o Twitter, entrem lá, façam seu cadastro e se viciem.

twitter

O pop perdeu o rei

ele

Michael Jackson morreu. Nunca pensei que iria viver isso. Quando fiquei sabendo não acreditei, será que ele morreu mesmo? Será que ele é humano? Depois da morte a conclusão óbvia era que sim, ele era humano, embora às vezes não parecesse.

Por mais triste que possa ser para a família e para os fãs, esse é um grande momento. O momento em que uma época acaba, um jeito de fazer música, um estilo, tudo isso vai embora com o rei do pop. Deve ter sido assim quando Elvis e Lennon morreram, o mundo parando pra ver e pra chorar e se rendendo às obras desses grandes artistas.

Eu não chorei, não fui às lágrimas. Também não era fã dele. Faço parte das pessoas que sempre o criticaram e tentavam entender o que ele estava fazendo com sua vida.  Não tenho nenhum cd, ou melhor, não tenho nenhuma pasta dele no arquivo de músicas do meu pc. Mas nem por isso deixo de fazer parte do coro que agora o glorifica. Ele era o cara. Podia ser estranho, bizarro, excêntrico, ter gostos duvidosos, ter se perdido completamente na indústria da música. Indústria, que segundo quase todos os jornais, ele ajudou a criar. Mas reconheço o grande cantor que ele era e, podia não ouvir constantemente, mas conheço muito bem os grandes hits como Thriller, Ben, Billie Jean, Beat it, You are not Alone e outras que não sei o nome.

Pode até se questionar o homem, mas jamais o profissional. Você pode gostar ou não do estilo de música, mas tem que reconhecer que ele foi o maior naquilo que fez. Ele era rei do mundo que criou. Michael mudou o jeito de cantar, de dançar, de fazer shows, de fazer videoclipes, de misturar tudo isso. E acreditem se quiser, meus colegas de telejornalismo, foi ele quem começou a usar chroma key, utilizava esse recurso para os clipes sempre inovadores que fazia. Por tudo isso e por mais um monte de coisas que não dá pra escrever aqui; ele foi, é, e sempre será o rei do pop. Afinal, como todo rei, ele pode até sair de cena, mas o legado fica. E fica pra influenciar muitas outras gerações.

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Pra não dizer que não falei das flores, ou dos canudos…

diploma

Pronto, já sou jornalista. Nem preciso terminar o curso, passar pelo trabalho de um TCC, continuar assitindo as aulas, pagar um valor absurdo para a disciplina de estágio supervisionado (estágio esse que quem irá conseguir sou eu, e não a faculdade que será paga para isso). Agora não é mais necessário ter um canudo para exercer a profissão de jornalista, e como já fiz algumas matérias e posso assinar qualquer delas como jornalista (afinal, agora até o nosso prezado Zé das Couves pode fazer o mesmo) já me considero uma.

A decisão do STF veio para tirar o crédito que ainda restava na classe. Concordo que para ser um bom jornalista não é preciso, necessariamente, de ter uma formação acadêmica. Temos vários exemplos disso, pessoas que sabem muito da sua área de atuação e escrevem muito bem sobre ela; caras como Arnaldo Jabor e muitas outras pessoas que estão há anos na profissão e sabem mais dela do que muitos recém-formados, que saem das faculdades  sabendo apenas como organizar uma boa calourada.

Quem já está na área pode não precisar do diploma de jornalista. Mas as pessoas que estão começando? É só gostar de escrever e entrar num jornal? É só ter um pai influente? É só ter uma rede de amigos poderosa? Esse é o meu medo, aumentar a frequência em que famoso Q.I. é usado. E não apenas isso, os futuros jornalistas (ou presentes, afinal agora pra escrever e assinar é só começar…)   serão capacitados pra exercer a profissão. Acredito que 90% dos bons profissionais de hoje ganharam esse crédito com o que aprenderam no trabalho, e não em sala de aula. Mas eu penso que o curso serve, no mínimo, como um primeiro critério de seleção, um pontapé inicial, a porta de entrada pra conseguir algo nesse mercado disputadíssimo.

E os cursos de jornalismo? Qual será o futuro deles? Pra mim, ou eles acabam de vez ou melhoram absurdamente. Afinal, se não é mais necessário o diploma pra quê gastar um bando de dinheiro num curso? Se alguém ainda quiser estudar jornalismo, teorias da comunicação, técnicas de reportagem etc. vai querer fazer isso numa faculdade de verdade, que ensine de verdade e não em muitos cursos ridículos que existem por aí.

Ainda tem muitas pessoas se manifestando contra isso e tentando mudar essa decisão. Mas se essa nova “lei” permanecer… o jeito é conviver com ela. E torcer para que os estudantes que estejam saindo de uma faculdade, tipo eu, consigam uma chance no mercado, sejam avaliados pelo seu valor, pelo seu talento e não por fatores externos a isso. O jeito é torcer pra que isso aconteça, vamo lá, vida que segue. Afinal, faltando apenas um ano pra se formar, não compensa largar tudo pra trás.

Não gostei

Em negócio mais caro da história, Manchester libera Ronaldo para o Real. Folha online, 11/06/200906h49.

real

É. Ele foi. E o que penso sobre isso… bem… tá no título deste post. Como vocês sabem, meus queridos 8 leitores, eu gosto deste jogador e torço para o time que ele defende defendia. Comecei a acompanhar o Manchester por causa dele, e depois ele por causa do Manchester. É, virei torcedora do time inglês, um time vitorioso, o melhor time do mundo, uma torcida incrível, um poder econômico absurdo, uma história de prestígio.

E no meio desse timaço estava o melhor jogador do mundo. Gostaria que ele ficasse nos Red Devils, ele tinha todas as condições pra fazer muito mais pelo time e por ele mesmo. Poderia se aposentar no Manchester, ser consagrado, virar o capitão do time, enfim… dava pra estender muito mais essa história.

Mas ele não quis e foi pra Madri. Tudo bem, o Manchester perdeu um pouco de brilho. E ele, bom, apesar de ainda ser o melhor jogador do mundo e o mais caro também, vai ter que começar tudo de novo. Vai ter que conquistar uma nova torcida, mais uma vez vai ter que provar que não é pipoqueiro e tem a responsabilidade absurda de vencer tudo o que disputar. Afinal, ele é a cereja do bolo desse time de galáticos, essa verdadeira seleção que  Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, está formando.

Vencer, ser novamente o melhor do mundo é obrigação pra ele. Mas ele já foi, é um galático agora. E eu, como gosto dele, terei que me acostumar com a ideia de vê-lo com aquele uniforme branco que eu nunca gostei. Não torço para o Real, não gosto do Real, sempre preferi o Barcelona. Sempre tive uma certa antipatia daqueles últimos galáticos, muita gente querendo aparecer e pouca coisa acontecendo de verdade. Não era muito fã daquele time cheio de brasileiros, daquele time com muita fama e nem tantos títulos assim.

O Manchester e a torcida inglesa vão sentir falta dele, mas logo vão arranjar outro para substituí-lo. E agora o jeito é aguentar o Real, se der pra assitir eu irei acompanhar sim o time merengue. Afinal, se eles contratarem os jogadores que ainda faltam pra concretizar o time de estrelas, provavelmente vai ser um futebol lindo de se ver. E a beleza não fica apenas no futebol, vamos falar a verdade; Kaká, Cristiano Ronaldo, o Villa que eles querem… será com certeza um time lindo de se ver, o futebol a gente vê depois, e mais tarde eu vejo se consigo torcer pro Real.