Ônibus: um mal necessário

Quero um carro, um jatinho particular, ou melhor, quero teletransporte já! Essa vida de andar de ônibus simplesmente não é vida. Ficar num lugar perto de um monte de gente que você nunca viu, olhando todos na mesma direção à espera do cometa maravilhoso chamado “ônibus” ou “buzão”; esse veículo grande, espaçoso (nem sempre, um exemplo é o buzu de 3 portas) que nos levará direto para casa. Ou nem tão direto assim, devido aos horários INSUFICIENTES de linhas de ônibus vigente na cidade, muitas vezes sou obrigada a caminhar durante 15, 20 ou 25 minutos do ponto de chegada do veículo até minha casa.

Esperar. Essa é uma das desvantagens em se utilizar esse transporte público. Se desde a 1º vez que eu entrei num ônibus eu tivesse contado quantos minutos eu perdi à sua espera… com certeza hoje eu teria as horas intermináveis de espera catalogadas num papelzinho, e se eu fosse somar todo esse tempo provavelmente eu chegaria à conclusão de ter ter perdido pelo menos 1 ano da minha vida num ponto de ônibus. Esperar é insuportável, ficar naquela dúvida: Será que ele já passou?

La espera

Mas depois de esperar muitos minutos, num ponto cheio, com um monte de gente passando pra lá e pra cá, com um sol rachando na sua testa, você tem que se esforçar pro condutor do veículo enxergar o seu sinal e parar, aí você tem que entrar num ônibus igualmente cheio e rezar pra que o motorista seja de fato um motorista de ônibus, e não um homem que pensa que está guiando um veículo que transporta porcos. Se for um “motô” de verdade ele vai esperar todos os passageiros entrarem, saírem de perto da porta, para aí sim arrancarem e seguir rumo ao seu destino. Mas se não… se prepare pra se sentir como uma fruta dentro de um liquidificador prestes a virar uma vitamina.

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Depois disso vem as conversas entre os passageiros, nada contra isso nem contra as pessoas, afinal também tenho esse hábito quando encontro algum conhecido no buzú. Mas quando o diálogo acontece num tom muito alto, ou melhor, quando não há um diálogo e sim uma gritaria, aí sim é insuportável. Mas tudo bem, deixe os pobres passageiros conversarem, eles pagam R$ 2,20 pra ficarem 5 minutos no veículo, têm direito à tudo.

Um outro problema é a dificuldade de locomoção dentro do buzão. Passageiros que não sabem ficar em pé formam uma verdadeira barreira ao trânsito dentro do veículo. Se atrás da roleta está cheio de gente o mais sensato a se fazer é ir passando pra frente (se tiver espaço, claro), mas para isso as pessoas que estão na parte dianteira precisam caminhar, precisam ir pra frente, e isso nem sempre acontece. Então ficamos numa lata de sardinha, tentando nos escorregar pra perto da porta quando chega nossa vez de descer.

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Outra questão é o buzú de 3 portas. Muito bom, afinal temos uma outra porta de saída. Mas o cálculo é lógico: espaço pra porta = falta de espaço pra assentos. E isso em horários de pico é terrível, se tivessem a magnífica ideia de por um ônibus de 2 portas nesses horários, com certeza haveria mais bancos disponíveis e menos passageiros em pé e, consequentemente, menos lotação.

Enfim, ônibus é um mal necessário. Se não quiser usá-lo se vire, vá a pé, compre uma moto, um carro. E como eu não tenho nada disso e nem habilitação ainda, tenho que continuar usando o bom e velho ônibus. E continuar esperando que criem meu tão sonhado e esperado teletransporte e não coisas inúteis como um computador dentro do vaso sanitário.

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7 thoughts on “Ônibus: um mal necessário

  1. rodrigovr diz:

    Faça um post sobre a TV passageiro… coloque sua posição a respeito… vai lá fotografa a coisa, filma com o celular e posta aí!

    Abçs

  2. abelhafistula diz:

    Quando eu souber quem é o prefeito eu reclamo rs (brincadeirinha).
    Você tá certo, a gente tem que brigar mesmo e brigar de verdade. Não só reclamar pelos cantos, mas juntar quem mais está insatisfeito e cobrar dos responsáveis. Coisa que falta pra eu fazer… deixa eu só juntar mais umas pessoas e começo, preciso parar de falar e agir.

    E olha que eu nem falei da TV passageiro, hein?!

  3. rodrigovr diz:

    Não compre uma moto! Morre gente todos os dias andando de moto…

    Brigue com o prefeito!

    Se as linhas de ônibus são insuficientes, se o serviço não presta, se vive lotado e te faz andar muito a culpa é de quem? Da prefeitura

    É a prefeitura que concede o serviço e que não soube (ou não quis) definir as exigências das linhas e da população. Portanto… junte gente e brigue, denuncie, grite… com o prefeito da sua cidade!

    Abraços

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