Dexter – Balanço da 3ª temporada

Essa sim foi uma temporada chata. O fraco vilão e o grudento Miguel Prado (Jimmy Smits) foram difíceis de engolir. Mas nem tudo foi ruim, afinal nessa terceira temporada vimos Dexter saber que seria papai, fato inesperado e divertidíssimo. E quando as coisas estão chatas ao redor do serial killer, quem se destaca é Deb. Talvez esta seja a fase onde a policial boca suja mais se desenvolva. Na luta por conseguir seu distintivo de detetive, Debra tem a chance de encurtar seu caminho dedurando o novo parceiro, Joseph Quinn (Desmond Harrington). Porém, mais uma vez, ela se mostra uma pessoa extremamente honesta e não ferra o coleguinha.

Agora Dexter tem o seu próprio código. Ele se cansou das mentirinhas do pai, como: O que aconteceu a ele quando criança, o fato dele ter um irmãozinho, o fato de Harry conhecer sua mãe biológica e ter tido um caso com ela, ter escondido que seu pai biológico estava vivo (viveu até a primeira temporada). Essas mentiras do cara que ele idolatrava deixaram Dexter furioso com Harry, principalmente depois de saber que seu poderoso papai foi um covarde ao não suportar ver o monstro que criou e se matar. Na terceira temporada Dexter deixa de idolatrar Harry e pega o código para si. O que gerou muitos problemas…

Problemas que começaram com sua amizade com o promotor Miguel Prado. Dex mata o irmão do latino sem querer e se vê envolvido com Miguel, que logo descobre o dark passanger de nosso herói. O fato é que Miguel também tem seu próprio passageiro sombrio e vê em Dexter uma escola de formadores de assassinos livres. Com a amizade com o serial killer, Miguel aprenderia a fazer justiça com as próprias mãos e escapar da polícia.

Apesar de Miguel ser chatíssimo, a relação entre dois até que é legal. Pois vemos Dexter fazendo um amigo, coisa que ele nunca teve antes. É engraçado as coisas que ele vai descobrindo que os amigos fazem, por exemplo, tomar cerveja juntos sem nenhum motivo aparente. Dexter se vê encantando de dividir o peso de quem ele é com alguém. Então ensina alguns de seus truques ao novo amigo. Tática que Harry com certeza desaprovaria. E claro que isso gera problemas para ele.

Paralelamente à história principal, o Skinner/Esfolador (Jesse Borrego) amedronta Miami. Ele está atrás de Freebo (Brandon Michael Bass), um traficante assassinado por Dexter. O vilão (vilãozinho, diga-se de passagem) ganha esse nome por torturar e cortar a pele de suas vítimas atrás de informações de Freebo, que deve dinheiro ao Esfolador.

Se desvendasse o caso, Debra conseguiria o tão sonhado distintivo, então, claro, ela se debruça feito uma louca no caso Skinner. Só que de certa forma ela acaba ajudando o vilão. Deb sai às ruas de Miami procurando por Freebo, o que ela não poderia imaginar é que o Esfolador estava na sua cola. Ou seja, as testemunhas de Deb, que poderiam saber do paradeiro de Freebo, viram vítimas do Skinner. E para deixar as coisas ainda melhores, o atual namorado de Deb, Anton (David Ramsey) também vai parar nas mãos do Skinner.

De volta a Dexter, Miguel começa a complicar a vida do nosso herói ao cismar de matar sua inimiga na justiça, uma advogada de defesa que põe os bandidões na rua. O problema é que a tal advogada não é uma assassina, ou seja, não entra no código de Dexter. Então o serial killer vê que está na hora de tirar Miguel do caminho, mas como fazer isso sem que o promotor o entregue? Claro, matando.

A cena em que a polícia encontra o corpo de Miguel contém uma das melhores tiradas do nosso herói-narrador. “A gente conhece as pessoas pelos amigos que elas mantém. Eu era o melhor amigo do Miguel”. Ou seja, Miguel era um lixo humano.

Bom. Acho que é isso. Deb salva seu novo amado e desvenda o caso do Esfolador conseguindo seu distintivo. Dexter, como sempre, mata o vilão. O que na terceira temporada foram dois: Miguel Prado e Skinner. Dexter se prepara para receber seu filhinho e se casa com Rita. Repetindo, para mim a temporada vale mais pela Debra. Pela forma como ela melhora como policial e como pessoa. Mesmo desconfiando de Quinn, ela não sacaneia o colega. Desvenda o caso Skinner sozinha e dá força para seu big brother futuro papai. E tudo acaba feliz na chata e fraca terceira temporada. Ah… Dexter faz as pazes com seu falecido pai e decide não abrir mais o Código de Harry para ninguém.

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One thought on “Dexter – Balanço da 3ª temporada

  1. Giselle diz:

    Nossa , eu gostei muito da terceira temporada. O papel do Miguel era de ser um mala, mas achei o ator sensacional. Achei excelente a temporada.

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