15 anos sem Cássia Eller

Era 29 de dezembro de 2001. Eu tinha 13 anos. Numa tarde ensolarada e quente de mais um sábado de verão fui para o quarto da minha mãe assistir a um filme exibido na antiga Sessão de Sábado da Globo. O quarto é o último da casa e, portanto, o mais fresco, e por isso me serviu de refúgio.

Há alguns anos eu tinha certeza de que o filme era Um Herói de Brinquedo, mas hoje, 15 anos depois, minha memória daquele dia começa a falhar. Então não sei mais se o filme era esse do Schwarzenegger ou Debi & Lóide. Mas não importa, o fato é que minha diversão foi interrompida com mais um plantão da Globo, que se hoje é assustador, imagina há 15 anos…

Fátima Bernardes invadiu minha TV de 14 polegadas para dar uma notícia horrível: a morte de Cássia Eller. Aí vem outro problema de memória. Antes achava que o plantão tinha entrado no meio do filme com o anúncio da morte, agora – vendo notícias da época que informaram que a morte aconteceu por volta das 19h – não tenho mais certeza. Os filmes terminam às 18h para a entrada da novela, então não faria sentido a notícia da morte ter sido dada no meio do filme.

Memórias, horários e programação não importam. O fato é que aquele plantão foi um dos piores para mim. Fui tomada de surpresa com a notícia e entrei num universo paralelo. Fátima só podia estar mentindo, aquilo não estava acontecendo, como uma mulher que estava todos os dias cantando num programa de TV diferente estava morta? Como alguém com tanto vigor no palco e tão jovem tinha acabado de morrer?

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Foi difícil e doloroso aceitar a morte de alguém que estava finalmente alcançando o sucesso que seu talento extraordinário sempre mereceu. Uma das primeiras músicas que me recordo de ouvir na minha vida foi Malandragem, na voz de Cássia. Quando era criança não fazia ideia de quem estava cantando e nem me importava. Eu era uma criança e não entendia o universo musical, artistas, compositores…. Não conseguia associar uma música a uma pessoa.

Com o passar do tempo meu entendimento sonoro foi se aprimorando e o nome dos artistas passaram a fazer parte da minha vida. E Malandragem seguia sempre tocando nas rádios, em alguma festa, em algum lugar… A música é uma das minhas favoritas da vida porque me remete a um tempo que não volta mais: aquela primeira memória musical, aquela pureza de ouvir algo e, mesmo sem entender, gostar absurdamente.

Malandragem fez parte de mim e tempos depois conheci sua intérprete mais famosa. Confesso que o conhecimento maior sobre a cantora veio na sua fase de mais sucesso, aquela mesma que precedeu sua morte: o início dos anos 2000. Esse início de novo milênio fez uma pequena revolução musical com os acústicos da MTV, projeto do canal de TV que trazia artistas veteranos para tocar suas músicas numa roupagem diferente.

Os acústicos MTV resgataram bandas como Ira! e Capital Inicial, além de fazer a justiça de apresentar Cássia Eller a uma nova geração. E eu fazia parte dessa geração, embora conhecesse parte do trabalho da cantora. O “Acústico MTV Cássia Eller” me fez adorar suas músicas, sua postura e me fez correr atrás de mais informações. Numa época em que eu não tinha internet, o conhecimento expandido de Cássia veio principalmente de programas da TV Brasil, como “Bem Brasil” e “Ensaio com Cássia Eller”, além de alguns shows regados apenas à voz e violão.

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No ano 2000 Cássia começou a voltar para o mainstream com uma música na trilha sonora da novela Laços de Família, grande sucesso da Globo. A canção era Gatas Extraordinárias de Caetano Veloso. O estouro, o maior de sua carreira, chegou no início de 2001 com uma participação inesquecível no Rock in Rio e com o lançamento do CD/DVD acústico.

Sou fã de Beatles e Smell Like the Spirit é uma das raras músicas do Nirvana que gosto, e afirmo sem pudor que as interpretações de Cássia desta canção e de Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band dos Fab Four são melhores que o original. Cássia nunca foi compositora, mas conseguia tomar para si qualquer canção. Rock, blues, MPB, samba… era só jogar na mão dela que a música se tornava outra. Se tornava uma música de Cássia Eller.

A voz poderosa, o estilo rock and roll no palco, a versatilidade de cantar bem qualquer música, o desprendimento de (no auge do sucesso) fazer shows em botecos e a coragem de se embrenhar por qualquer estilo musical fazem muita falta para música brasileira e me faz sentir muita falta de Cássia Eller.

O que ela estaria fazendo se estivesse aqui? Qual gênero musical estaria cantando? Quantas barreiras estaria quebrando? Qual seria seu posicionamento num mundo tão louco e cheio de ódio que a gente vive hoje? É uma pena que Cássia tenha nos deixado tão cedo. Ela merecia viver mais, produzir mais e ser mais reconhecida pela artista que era. E nós merecíamos viver na mesma época que uma artista do tamanho de Cássia Eller.

Se você não conhece nada de Cássia Eller ou conhece apenas suas canções, eu te peço: assista ao documentário “Cássia” de Paulo Henrique Fontenelle. Uma das produções de maior qualidade e sensibilidade do cinema nacional. O diretor contou para o Brasil quem era Cássia Eller, mostrou lados que apenas quem era muito fã (me incluo nessa lista) conhecia. Acho que nem se eu quisesse teria contato tão bem a vida de Cássia como fez Fontenelle.

*Ah… e é claro que escrevi esse texto ouvindo Cássia Eller. Ouçam também, tá aí embaixo!

 

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Goodbye, Starman…

DB

Os acordes de Starman são uma das primeiras recordações musicais que tenho na vida. Lembro de estar no portão de casa (que ficava no mesmo terreno da casa da minha avó) olhando para a avenida já movimentada do primeiro bairro que morei vendo meus pais irem trabalhar e meus irmãos irem para a escola ao som dessa música. Minto. Não era essa música, era o cover questionável feito pela banda brasileira Nenhum de Nós. Sim… confesso que conheci David Bowie pela banda gaúcha.

Tinha menos de oito anos (estabeleço esse antes e depois na minha infância pois com essa idade me mudei de bairro, mas nunca sei determinar qual a idade exata abaixo dos oito) e lembro de sentir algo totalmente diferente quando ouvia essa música. Não era apenas curtir, achar legal ou talvez até querer dançar; era uma vibe diferente. O tempo passou, a canção original chegou em minha vida e descobri que a música da minha infância era um cover. Isso estragou a experiência? Não! O importante é que de uma maneira ou outra David Bowie chegou em mim, e tempos depois eu consegui (re) conhecê-lo.

A música foi lançada em 1972 e apenas em 1989 (quando eu tinha um ano) ela se tornou um cover no Brasil. Hoje é comum criticar as cópias, mas será que eu teria conhecido Bowie na infância se não fosse a rádio tocando Nenhum de Nós incessantemente no auge do rock nacional?

Com o passar do tempo fui conhecendo mais do trabalho do camaleão britânico, mas nunca me importei tanto com música a ponto de conhecer artistas novos e saber exatamente qual composição era de quem. As músicas chegavam e saiam da minha vida e, na infância, eu nem ao menos sabia quem cantava. O que importa é que um cara que eu nunca conheci (e infelizmente nunca vou conhecer) entrou na minha vida, me fez sentir coisas que nem imaginava serem possíveis ouvindo uma canção e ainda hoje me faz tremer toda vez que ouço as notas iniciais de Starman – mesma canção que me fez chorar hoje de manhã, por lembrar que o criador da música que mexeu e ainda mexe tanto comigo se foi.  

Quando eu ouvia essa música no portão da minha antiga casa meu avô estava vivo, meu pai estava vivo, minha avó estava em melhores condições de saúde, a família se reunia com mais frequência aos domingos e minha preocupação era apenas brincar. Quando alguém morre (qualquer pessoa que seja), parte de nós vai embora junto. Todas essas coisas que citei foram embora da minha vida, e agora David Bowie foi embora desse mundo. A morte é o fim de um tempo, de um momento, de uma era, de uma geração. Vivi no tempo de Bowie e, mesmo passando parte do tempo sem saber quem ele era, ele fazia parte da minha vida e foi um dos primeiros músicos a despertar em mim o amor por essa arte. Infelizmente meus filhos não viverão no tempo de Bowie. A morte dele me tocou profundamente – mais do que eu imaginava; e mesmo que você não conheça ou não seja fã, é impossível não se sentir pra baixo, afinal, como diz o poema: “A morte de qualquer homem me diminui porque sou parte do gênero humano”.

“Nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra; se um torrão é arrastado para o mar, a Europa fica diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse a casa dos teus amigos ou a tua própria; a morte de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti”. John Donne

 

 

Eu gosto de música inteligente

Depois de um ano e dez meses de abandono, eis que retorno ao Abelha Fístula. Fiquei longe porque não tinha nada a dizer, ou porque não me animava a organizar meu pensamentos em um texto. Mas agora a vontade de escrever voltou. E voltou por conta de minha série favorita: Dexter. Pretendo reativar o blog falando sobre a série, fazendo um resumo das temporadas anteriores, minha expectativa para a season 7 e qualquer outro detalhe que achar pertinente. Mas primeiro…

Após sofrer tentando lembrar a senha do wordpress e modificando o banner do blog, finalmente volto ao campo de artigos e encontro um rascunho de abril de 2011. Pra não deixar o texto abandonado resolvi postá-lo. Mas para isso precisava concluir o artigo, mas não consegui. Ou não tive ânimo. Difícil retomar a linha de raciocínio depois de mais de um ano. Por esses motivos decidi publicar o texto do jeito que tava, só para dar o pontapé inicial da nova fase do Abelha Fístula. Então, segue o post encalhado:

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Após eu reclamar do volume do som e criticar os hits do momento, ouço um bando de gente me perguntando: Afinal, de que música você gosta? Aí eu paro, respiro, e tento me lembrar que a “única música” que muitas pessoas gostam é a mesmice que toca nas rádios FM. E diga-se de passagem, muitos seres humanos acreditam que as únicas músicas que existem no planeta são as que tocam nas rádios FM da vida.

Às vezes é difícil dizer qual estilo de música eu gosto ou não. Diria que só não aguento ouvir mesmo funk, rap e axé. Não gosto de sertanejo, não compros cd’s ou dvd’s, não vou a shows, não baixo músicas, enfim… é um estilo musical que eu não consumo e que não gosto tanto, mas é impossível dizer que não conheço nenhuma música sertaneja. Fui criada ouvindo as famosas duplas e hoje, mesmo que não queira, conheço os hits do Luan Santana e Michel Teló. Afinal, eu vivo no Brasil, mais especificamente em Minas Gerais, local onde o estilo de música favorito da maioria das pessoas é o sertanejo, então é impossível não ouvir esse estilo em qualquer lugar que se vá.

Em relação às músicas que gosto, diria que gosto das músicas inteligentes. Não vou falar de voz, de afinação, de instrumentos, dos melhores guitarristas ou bateristas porque não entendo muito disso. Mas acho que sei um pouco de letra, né?! Então diria que gosto das canções inteligentes. O que eu quero dizer com isso? O que seria uma música inteligente? Pra mim é uma canção em que você percebe que o compositor teve trabalho para fazer, a letra precisou de conexões, repertório e inteligência para ser criada.

Um exemplo disso é Desconstruindo Amélia, da Pitty. Impossível ouvir a canção sem se lembrar de Mário Lago, o criador da Amélia (aquela que era a mulher de verdade). Como diz o próprio título, a roqueira destrói a Amélia de Lago e cria outra, ou seja, a Amélia do século XXI.  Zeca Baleiro e Lenine também fazem dezenas de músicas assim, músicas que de um jeito ou outro fazem pensar. Você pode gostar ou não dos artistas que citei aqui, mas há de se concordar que qualquer refrão que tenha mais de cinco palavras é superior a qualquer tchu tcha tcha da vida.

Uma salva de palmas para o melhor CD do ano

 

“Pato Fu – Música de Brinquedo”. Esse é o nome da obra-prima de 2010. Quando você já não aguenta mais ouvir falar de Fiuk e Restart (que fazem um sertanejo/pagode ao som de rock) eis que surge a esperança na música brasileira, ou seja, o novo CD da banda mineira Pato Fu. A obra possui 12 músicas de outras bandas, mas o detalhe principal é o seguinte: todas as faixas foram gravadas com brinquedos. Os músicos não usaram instrumentos comuns, mas brinquedos como instrumentos. Isso tudo sem contar as participações pra lá de especiais de crianças no álbum.

O CD ficou a coisa mais lindo do mundo. É impressionante como tudo deu certo. Guitarras, teclados e baterias de brinquedo, gatinhos mecânicos, xilofone, caneta que emite som ao escrever e mais um monte de outros instrumentos de brinquedo, ou melhor, brinquedos como instrumentos. Tudo isso foi usado na gravação, sem contar a participação da Nina,  filha da Fernanda Takai e do John Ulhoa, com outros amiguinhos. O álbum foi feito de versões de músicas dos Titãs, Paul McCartney, Rita Lee, Elvis Presley e de vários outros artistas. O trabalho é a reinvenção de músicas famosas e conhecidas do grande público por um prisma totalmente diferente e criativo.

Tenho certeza que qualquer músico ficaria encantado com o resultado do trabalho, pois é incrível como tudo deu certo. A união da doce voz de Fernanda Takai às vozes infantis dos backing vocals mirins deu um resultado simplesmente lindo e emocionante. Pra mim é o melhor CD do ano e a banda mineira merece reconhecimento por isso. Ter a ideia de fazer um álbum apenas com brinquedos é extremamente original. E fora a criatividade, o esforço pra fazer tudo possível, o trabalho de recriar as harmonias e acordes e de refazer tudo usando simples brinquedos.

Estou viciada no CD e a única reclamação que tenho sobre ele é a seguinte: Por que o álbum não tem 50 faixas?

 

 

 

 

Por que eu gosto dos Beatles?

Pela música. Simplesmente por isso. Claro que Beatles não se trata apenas disso, apesar de ter sido uma banda de música. The Beatles também eram ou são: conceito, moda, mídia, cinema e mais um monte de coisa que todos estão cansados de saber. A história deles é absurda, o número de fãs que a banda tem até hoje, o sucesso que fizeram, a multidão que arrastaram, as mudanças que fizeram na forma de se fazer música, show, divulgação e tudo mais.

De certa forma eu sempre soube de tudo isso, mas era muito criança para entender. Conheço a banda desde que me entendo por gente, mas não sabia reconhecer ou definir nada. Lembro de músicas em português, cantadas pela Jovem Guarda, que só muito tempo depois fui saber que eram deles, dos Beatles. Enfim, desde que nasci sabia da existência dos meninos de Liverpool, mas só sabia disso, não vivia isso e não ouvia as músicas deles, só ficava ouvindo falar sobre eles.

Conhecia a fama, sabia que Paul, John, Ringo e George formaram a maior banda de todos os tempos, mas só sabia, não conhecia de fato. Ouvia o que todos diziam até que um belo dia…. parei para ouvir. Tinha comprado meu mp4 (detesto esses nomes, mp345678…) há pouco tempo. Fiquei diante do computador para enchê-lo de músicas, selecionei as bandas que eu já conhecia e me deparei com esse pequeno nome na minha frente: Beatles. Aí pensei, por que não colocar a música da maior banda de rock de todos os tempos no meu mp4? Aí coloquei, e fui embora.

Depois disso liguei meu querido mp4 e comecei a ouvir as músicas. Minhas canções preferidas acabaram e eu comecei a ouvir os Beatles, se não me engano eram os seguintes álbuns: Revolver, Let It Be, Rubber Soul e outro que não me lembro qual. Parei pra ouvir sem a menor pretensão, ou sem a menor pressão de ter que gostar. Simplesmente ouvi. As músicas acabaram. Achei que passaram muito rápido e comecei a repetir os álbuns. E os dias foram passando e não conseguia mais ouvir o resto das músicas que estavam no mp4. Foi aí que eu virei fã da banda, e do melhor jeito que poderia ter sido: pela música e simplesmente pela música.

Algumas pessoas olham pra minha cara e perguntam se eu gosto de Beatles, se gosto mesmo. Sei lá, acho que elas pensam que quem gosta da banda tem que ter uma cara, um jeito, como se os fãs tivessem que ser iguais. Ridículo isso. Muita gente diz que gosta de muita coisa, mas eu fico me perguntando: Será que gostam mesmo? Ou se é apenas porque o outro gosta e diz que é bom? Enfim, quem gosta de Beatles se acha superior, e isso eu pude comprovar. Parece que funciona assim: ah minha banda favorita é a melhor de todas, e você, gosta de quê? Dessa bandinha que tá aparecendo agora. Fã idiota tem em todo o lugar. Isso é sabido e notório.

Mas enfim, em me encantei pelos meninos de Liverpool pelo que eles fizeram de melhor: Música. O som é incrível, é difícil escolher a música que gosto mais, ou o álbum que gosto mais. Todas as canções foram feitas com um cuidado, com um esmero impressionante. O trabalho deles no estúdio era extremamente bem feito. E o resultado não poderia ser outro: Sucesso, sucesso e sucesso.

Ás vezes me pergunto como eu posso gostar de uma banda que acabou há 40 anos. Quando o grupo se separou minha mãe tinha 15 anos e a obra deles permanece forte até hoje,  isso é incrível. Conheço várias outras bandas, gosto de mais um bando de gente, mas eles estão em um nível acima. Posso me cansar de ouvir qualquer banda ou cantor, mas eles não. Nunca enjoa. Eles influenciaram todas as outras bandas que eu gosto e as que eu não gosto também. Beatles de fato está acima do bem e do mal, a banda acabou, dois integrantes já morreram, mas a obra ficou, ela sempre fica, né?! E a obra deles é uma das mais completas e bem feitas de todas, se não a melhor.

Comecei gostando pela música, isso pra mim é o essencial. Mas depois das canções vem outras coisas. O interesse por conhecer a história, de comprar qualquer revista que tenha uma matéria especial sobre eles, a curiosidade de conhecer a história, os filmes, a vida pessoal, enfim… de consumir tudo que a mídia produz sobre eles. A banda continua sendo comercializada e milhares de pessoas consomem isso, e eu estou entre elas. Conheço o principal que é a música, agora é partir para o lado histórico, conhecer e entender melhor quem foram esses quatro caras e como eles conseguiram formar e se transformarem na banda mais importante e influente da história.

Bom, e pra banda não ficar esquecida no tempo (coisa que eu acho que nunca vai acontecer) sempre é bom dar uma renovada. E isso aconteceu de uma forma linda. A produção de The Beatles Rock Band é uma verdadeira homenagem à banda e uma forma muito legal de eternizar as canções de Paul McCartney, John Lennon, Ringo Starr e George Harrison. Vou deixar aqui um dos vídeos do jogo, de uma das minhas canções favoritas, Here Comes The Sun.