É preciso entender o significado da palavra “equidade”

De acordo com o Aurélio, o substantivo feminino derivado do  Latim aequitas, de aequus (igual, equitativo),  significa igualdade, retidão na maneira de agir, reconhecimento dos direitos de cada um, justiça reta e natural. 

Equidade

 

Possivelmente já passei por essa palavra em vários momentos da vida. Mas lembro muito dela ao estudar para um concurso na área da Saúde, no fim de 2013. Precisei entender o funcionamento do SUS e lá estava ela: a equidade, uma das doutrinas fundamentais do Sistema Único de Saúde. A tal equidade diz que todos os cidadãos têm o direito de usufruir do sistema de saúde, mas levando em conta que locais e pessoas diferentes têm necessidades diferentes, e por isso soluções e esforços diferentes devem ser feitos de acordo com o contexto em questão.

Ou seja, não é possível tratar todos da mesma maneira. O que pode resolver o problema de uma pessoa não é o suficiente para outra. E sim, política, é nesse ponto que quero chegar, meus amigos.

Durante a campanha, e agora com a reeleição de Dilma Rousseff, ouvi e li muitas coisas do tipo: “O nordestino não trabalha e come à custa do governo”, “A Dilma pega o meu dimdim para distribuir no Nordeste”, “O PT só ganhou por causa do Bolsa Família”, “O Bolsa Família é esmola, o governo tem que por esse povo pra trabalhar”, “O nordestino é folgado e vota em que lhe dá um prato de comida”. Palavras ainda mais pesadas e preconceituosas como essas foram disparadas por aí, e muitos ainda descobriram uma frase de Orson Scott Card para mostrar o quanto são cultos na hora de fazer julgamentos nas nas redes sociais: “Se os porcos pudessem votar, o homem com o balde de comida seria eleito sempre, não importa quantos porcos ele já tenha abatido no recinto ao lado.”

A questão é que o meu umbigo não é a capital do universo, e nem o seu, caro leitor. Ligar a vitória petista apenas ao seu mais famoso programa social não faz sentido. Ainda mais se pensarmos que São Paulo (que deu a vitória a Aécio Neves) é o segundo estado com o maior número de beneficiados do Bolsa Família, 1,2 milhão de pessoas, atrás apenas da Bahia, com 1,8 milhão.

Mapa das eleições

Mas, motivos da vitória à parte, o que me impressionou é que as eleições e seu resultado mostraram o quanto grande parte do povo brasileiro é egoísta e mesquinha. É insuportável para alguns imaginar que milhões de famílias brasileiras recebem dinheiro do governo sem ter que trabalhar por ele. É insuportável receber o salário no fim do mês depois de muito suor e imaginar a quantidade de nordestinos que acabaram de sacar seu benefício sem cumprir 40 horas de trabalho semanal. Mas o que todo mundo esquece é que os 10% mais ricos do Brasil detêm quase toda a renda nacional.

A questão, meus caros, é que grande parte das pessoas que recebe o Bolsa Família jamais teve as oportunidades que você tem. E é aí que entra a tal equidade, e a necessidade de entender que NÃO, não somos todos iguais.

A minha realidade não é a mesma que a de um paraibano que não tem condições de comprar uma única peça de roupa. A sua realidade não é a mesma que a de uma garota do interior de São Paulo que jamais teve um momento para pensar o que era uma faculdade. A minha cozinha não é o Brasil, e nem a sua é. Nosso país é gigante, tem mais de 200 milhões de pessoas, e é no mínimo insano imaginar que todas essas pessoas têm as mesmas chances na vida.

Compreendendo as diferenças

Só estive em três estados brasileiros, e mesmo desconhecendo a maior parte de nosso país, sei que minha realidade não é a mesma de todos os meus compatriotas. Há pessoas que não têm uma casa decente, uma cidade com saneamento básico, pais que trabalhem ou que sequer têm uma oportunidade de emprego na cidade onde vivem. Há muitos jovens que não pensam na possibilidade de uma faculdade, porque desde os dez anos de idade estão trabalhando para ajudar a por comida na mesa. O destino de muitas pessoas é apenas buscar uma forma de comer, porque não há outras possibilidades na vida.

Quando saí do Ensino Médio meu próximo passo seria a faculdade. Mas fiquei um ano sem entrar no Ensino Superior porque não tive condições financeiras. Sequer pensei na possibilidade de tentar uma faculdade federal porque sabia que não teria condições, naquele momento, de viver em outra cidade. Muitos de meus amigos saíram direto da escola para a faculdade, era o caminho natural, e para muitos o único caminho que existia. Ou seja, jamais passou pela cabeça de alguns deles fazer outra coisa da vida que não fosse um curso superior. Não havia outro caminho para eles. Mas você acredita mesmo que a cabeça de todas as pessoas é assim? Acredita de verdade que fazer inglês, natação, judô, faculdade, pós-graduação é o caminho natural desses mais de 200 milhões de brasileiros? Acredita mesmo que pegar um item qualquer no supermercado e jogar no carrinho pra mamãe e papai pagarem com o cartão de crédito é a realidade de todos?

A nossa realidade, nossos pais, nossa educação, nossa cidade e todas as centenas de coisas que nos cercam fazem de nós o que somos. Deve ser realmente difícil entender que todos os brasileiros não têm as mesmas condições de vida quando se é alguém que tem uma casa montada, tem pais que trabalham e são razoavelmente bem remunerados, se faz uma viagem todo feriado, tem a chance de sair do Brasil e pode se dar ao luxo de optar em qual universidade vai fazer aquele curso dos sonhos; e tudo isso sem jamais pensar se terá alguma coisa para comer quando chegar à cozinha de casa. Deve ser um trabalho árduo imaginar a realidade do outro quando a única coisa que vemos é nosso umbigo, nossas prioridades. “O que a Dilma fez por nós, os ricos?”, questionou uma jovem de direita durante passeata (na nobre Zona Oeste de São Paulo) que reuniu o mar de 30 pessoas para pedir o impeachment da presidenta Dilma.

 

O Bolsa Família tirou o Brasil, pela primeira vez, do Mapa da Fome da ONU. Milhares de seres humanos morriam por não ter sequer um pedaço de pão em casa, principalmente no Nordeste, porque os governos anteriores jamais olharam para a parte de cima do mapa do Brasil. Mas há doze anos a fome foi finalmente enxergada, assim como uma forma exterminá-la. Mas pensar em matar a fome de milhões de pessoas é impensável para as classes alta, média, média alta e por aí vai…

É curioso as pessoas apontarem o Bolsa Família como assistencialista quando lembramos que um dos principais apoiadores do candidato da direita foi o apresentador Luciano Huck, que tem o assistencialismo barato como o principal motor de seu programa semanal. Quadros que têm por objetivo alavancar a audiência e conseguir mais e mais patrocínio por meio das lágrimas de um pobre. Ou você realmente acredita que ele está preocupado com aquelas pessoas, e com a megaexposição que faz do sofrimento alheio?

O programa social pode ser encarado como assistencialista,  mas ele deu resultado em curtíssimo prazo. Salvou milhões de pessoas de um destino tenebroso, que era certo há alguns anos. É óbvio que há centenas de áreas a serem melhoradas no Brasil, mas desqualificar um programa que diminuiu o coronelismo e praticamente erradicou a fome em nosso país nada mais é que mesquinhez.

Um prato de comida não vai resolver meus problemas, mas resolveu a vida de milhões de pessoas. Equidade, meus amigos, é disso que estou falando.

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Seleção dos gatos da Copa

A Copa do Mundo já começou (o que quer dizer que tátendocopa no Brasil, sim) e já passou da hora de publicar minha seleção das seleções. Vou listar aqui os mais lindos desse Mundial. Mas como esse post não é uma zoeira sem noção e aleatória, convoquei um jogador para cada posição, formando assim meu clássico 4-4-2, esquema tático que vem firme desde a última Copa.
É preciso dizer que foi muito difícil escolher apenas 11 jogadores (até porque o técnico foi super fácil, já que não tem concorrência). Foram muitos minutos avaliando o álbum da Copa e procurando os jogadores que não ganharam figurinhas. Também foi uma árdua missão não formar o time apenas com jogadores espanhóis e italianos, mas eu consegui mesclar várias seleções, inclusive aquelas que não devem ter muitas chances de levantar o caneco.
Antes da lista, algumas considerações:
A) O que fizeram com Casillas???? Ele tá horroroso e perdeu o posto de titular do meu time.
B) Foi muito difícil escolher apenas uma foto do Cristiano Ronaldo (CLARO que ele estaria nessa seleção, né gente!). Me esforcei muito para não usar imagens dele puxando o calção para bater faltas e nem as fotos promocionais de sua linha de cuecas.
C) Parabéns à Croácia, que evoluiu nos últimos.
D) O goleiro reserva do Irã só não está na lista porque não achei uma foto boa dele.
Agora vamos lá. Segue minha seleção:
Treinador – Niko Kovac (Croácia)
Não é que ele lembra mesmo o Joseph Gordon Levitt

Não é que ele lembra mesmo o Joseph Gordon Levitt

Goleiro – Mitchell Langerak (Austrália)

Não é a melhor foto, mas...

Não é a melhor foto, mas…

Zagueiro – Gerard Piqué (Espanha)

Foi muito difícil escolher apenas uma foto

Foi muito difícil escolher apenas uma foto

Zagueiro – Toby Alderweireld (Bélgica)

Tá de parabéns!

Tá de parabéns!

Lateral-esquerdo – Jordi Alba (Espanha)

Espanha sempre estará presente

Espanha sempre estará presente

Lateral-direito – Vedran Corluka (Croácia)

Para mim, o destaque desse ano

Para mim, o destaque desse ano

Volante – Daniele De Rossi (Itália)

Esse só sai do meu time quando se aposentar

Esse só sai do meu time quando se aposentar

Volante – Xabi Alonso (Espanha)

Tentei tirar ele do time, mas é impossível. Não há substitutos

Tentei tirar ele do time, mas é impossível. Não há substitutos

Meio-campo – Panagiotis Kone (Grécia)

Pela primeira vez a Grécia entra na seleção, e pela porta da frente

Pela primeira vez a Grécia entra na seleção, e pela porta da frente

Meio-campo – Cristiano Ronaldo (Portugal)

Tive que deslocar esse lindo pro meio-campo, porque o ataque está muito forte. Como ele está maravilhoso sorrindo...

Tive que deslocar esse lindo pro meio-campo, porque o ataque está muito forte. Como ele está maravilhoso sorrindo…

Atacante – Ciro Immobile (Itália)

Ele apareceu aos 48 do segundo tempo, mas ganhou a posição fácil

Ele apareceu aos 48 do segundo tempo, mas ganhou a posição fácil

Atacante – Olivier Giroud (França)

Ele é a melhor figurinha do álbum

Ele é a melhor figurinha do álbum

Concordaram? Não? Então mandem palpites ou monte sua seleção.

Confira as listas do último Mundial

Balanço final de Dexter: Do luxo ao lixo em oito anos

Dexter

E aí, fãs?! Estão tristes/decepcionados/chateados e sem vontade de cantar uma bela canção após o fim de Dexter? Pois é, tudo de ruim que vocês estão sentindo agora eu passei no 2º episódio da 7ª temporada. Naquela ocasião escrevi um texto (https://abelhafistula.wordpress.com/2012/10/08/eu-esperei-por-isso-serio-dexter/) explicando todos os motivos da minha decepção com o fatídico “Sunshine and Frosty Swirl”, e apontei que dali em diante seria impossível vir qualquer coisa boa da série. Na época fui muito, MAS MUITO xingada neste adorável espaço que é o Dexter Brasil. Os fãs (a maioria formada por quem não sabe argumentar e leva tudo a ferro e fogo) me ofenderam de diversas maneiras, usando como escora o fato de eu não poder dizer que uma série tinha acabado quando ainda faltavam 22 episódios para a series finale. Pois bem, você que continuou acreditando, a série foi boa de lá pra cá? Gostou do final?

Lixo ou porcaria? Triste ou estranho? Decepcionante ou esperado? É difícil dizer o que foi esse final, mas era impossível Dexter acabar de uma maneira satisfatória. O problema não foi o episódio/temporada final. O problema são as últimas quatro temporadas. Dexter levou um tombo feio no 5º ano e não se levantou mais. Teve um fôlego bom no início do 6º e se perdeu com a morte de brother Sam (um dos melhores personagens convidados) e com o insosso Tom Hanks Jr. A 7ª temporada foi um lixo fenomenal (ou alguém se esqueceu do plot super esperado de Louis que se evaporou como água, ou do mafioso que decidiu se vingar SOZINHO?) que apenas teve sequência em 2013. Dexter deixou de ser um homem inteligente para se tornar um adolescente apaixonado que faria um Facebook de casal (ótima sacada, Carla Gomes). A série de um serial killer terminou com um lenhador. Ótima piada para explicar esses oito anos.

Mas de qualquer maneira, é bom lembrar que é impossível agradar a gregos e troianos. Até uma série que permanece sempre ótima pode ter um fim decepcionante. Eu, por exemplo, só vi um final perfeito de série dramática até hoje: Six Feet Under.

O final

As ideias do final não foram ruins. Gostei de Dexter isolado. Antes isso do que em lua-de-mel na Argentina. Gostei de Debra morta, pois nunca imaginei outro fim pra ela. Mas a morte da segunda personagem mais importante da história (e minha favorita) precisava ter sido desencadeada por um personagem que surgiu aos 48 do segundo tempo? Quem é Saxon na fila do pão? NINGUÉM. Até o fraco esfolador será mais lembrado pelos fãs do que o homem de uma expressão só que é Saxon.

O filho de Vogel, assim como a própria Vogel, surgiu do vento. Vogel de repente se tornou mais importante que Harry. E não me venham falar que ela criou o código, porque tenho certeza que a possibilidade de uma psicanalista aparecer no meio da história nunca foi a intenção de quem deu base à série. Mas se alguém ainda compra essa ideia, ok. Mas comprar o Saxon, que foi inserido do nada, depois de dois minutos de conversa entre Dexter e Vogel é demais.

Dexter e Debra hospital

Eu me esforcei muito para esquecer todas as falhas da série (I tried just let go). Tentei apagar as últimas quatro temporadas e ver esse final como se fosse o capítulo seguinte à morte de Rita. Mas é claro que não deu. Porém achei até legalzinho Dexter matar a irmã. Afinal, quem não se lembra da 3ª temporada, quando Dexter dá a torta perfeita que livraria Camila (tia do arquivo, amiga do Harry, pessoa que conhecia a história de Dex) do sofrimento do câncer? Naquele episódio Deb diz ao irmão que gostaria de ser morta se fosse pra ficar numa cama. Partindo disso, e de várias outras coisas, o final teve sim um sentido.

Debra morreu por causa de Dexter, era óbvio que seria assim. Ela sempre sofreu por ele, foi subjugada por ele, ignorada por ele, nada mais coerente do que morrer por culpa dele. E também foi bom vê-lo tendo que cometer o assassinato mais difícil da vida. A irmã, que foi sua vítima durante toda a vida, foi a última a preencher sua kill room. Teve certa poesia.

Mas por que jogar a irmã no mar, no mesmo lugar onde ele jogava suas vítimas frias, vis, assassinas e cruéis? Ele jogou a pessoa que mais o amou no buraco negro onde ele se livrava da escória do mundo. Isso não teve poesia. Foi apenas pra fechar com chave de ouro com todo o desrespeito que a ótima, e antes forte, personagem Deb sofreu nas mãos dos preguiçosos roteiristas.

Também não curti Harrison ser criado por Hannah. Pobre Rita, ter seu filho criado por uma assassina. Hannah sempre usou sua loirice e beleza para viver às custas de algum homem, que depois era morto por ela. O que a impede de fazer o mesmo na Argentina? Dexter se afastou do filho para ele não sofrer com seu dark passenger, mas o entregou a uma outra assassina. Cadê critério? Era melhor ter deixado o menino com Astor e Cody.

Deb morreu por causa do vilão mais ridículo/fraco da série

Deb morreu por causa do vilão mais ridículo/fraco da série

Referências

Para tentar salvar o final, esta temporada usou muitos recursos que há muito não eram explorados. Como a trilha sonora de Daniel Licht, que havia sido esquecida nos últimos anos, e os ângulos de câmera usados no primeiro ano. Também houve referências claras, como o caminhão de gelo do último episódio, o tiro na barriga de Deb (mesmo ponto atingido pela filha de Trinity), a mesma posição dos irmãos no quarto do hospital (4ª temporada), e Saxon falando a frase inicial do show: “Miami is a great town. I love the cuban food. Pork sandwiches, my favorite…”. Tudo isso teria sido lindo, poético e explodido nossa cabeça se a série ainda pudesse ser levada a sério. Mas como isso não é o caso, foram apenas tentativas forçadas de criar empatia.

Alguns furos

Durante toda a série li reviews por aqui e em outros sites e sempre dei minha opinião, inclusive em meus textos (muitos publicados aqui). Sempre falei o que estava achando e critiquei vários pontos da trama. Mas muitos me rebatiam dizendo que eu estava me apressando, e que depois tudo aquilo iria fazer sentido. Bom… ainda não fez sentido. Ou melhor, fez sentido sim. Todas as falhas eram de fato falhas, e não plots que estavam aguardando seu desfecho. Muitas histórias e personagens foram criados e geraram muita expectativa, mas depois eram apenas retirados da trama sem qualquer explicação.

Debra e Quinn

Uma de minhas reclamações é o fim do namoro entre Deb e Quinn. Entendo que muita gente não goste do policial, mas eu sempre comprei o casal. Não acho Quinn tão horrível assim, pelo contrário, gosto do jeito sem graça e até de sua feiúra. Pois uma coisa que me incomoda são séries americanas onde TODOS os personagens são lindos e maravilhosos. Isso é o ponto positivo em Dexter, gente feia. Mas enfim… Deb terminou com Quinn apenas para, lá na frente, inserirem o plot da paixão por Dexter. Em nenhum momento pensaram em como o relacionamento foi iniciado e qual o sentido que ele faria pra trama. Apenas jogaram Quinn para escanteio, que dali em diante não teve mais função alguma na série.

Em relação ao plot amor romântico entre Dexter e Debra, confesso que não fiquei tão chocada como todos. Acho sim que poderia nascer um casal dali, mas não da maneira como foi feito. A questão não são os plots, a questão é que eles são mal criados e desenvolvidos. Se a série desse pistas de uma possível tensão sexual entre eles desde a 1ª temporada, e Deb tivesse despertado para isso por si própria (e não por inception da psicóloga), até que rolaria.

O triste deste plot, que teve início com a recusa de Deb em se casar com Quinn, foi que os roteiristas não confiaram na sólida e ótima base da série. O amor fraternal de Deb por seu irmão já era suficiente para ela aceitar Dexter assassino. Ela já amava o irmão o bastante para não entregá-lo a polícia. Não havia a menor necessidade do plot romântico.

Personagens desnecessários

Louis, Isaak, Jaime, Saxon, Neurocirurgião, Detetive Miller, Elway, Mike Anderson, Nadia, Liddy, Cassie, Zach e por aí vai. O problema não são os atores ou até mesmo o plot inserido para cada personagem, o problema é que todos foram mal desenvolvidos. Miller ganhou a promoção de Quinn e desapareceu. Zach, outro pupilo, pra quê? Nadia namorando Quinn, qual o sentido? Liddy teve uma morte estúpida. Mike não disse a que veio. Louis não preciso nem falar. Mas preciso reconhecer Isaak, afinal só a beleza estonteante de Ray Stevenson com aqueles ternos feito sob medida para fazer com que eu assistisse à horrível 7ª temporada.

elway

O problema é que não foram apenas os personagens convidados que não tiveram importância na série, os coadjuvantes também perderam espaço. Dexter sempre foi uma série de dois personagens, Michael C Hall e Jennifer Carpenter carregaram oito anos nas costas (com algumas ajudas como Rita, ITK e Trinity). Foi triste ver as piadas de Masuka perderem a graça, ver Batista sem rumo, ver Quinn sem motivo pra existir, ver LaGuerta patinando num relacionamento sem pé nem cabeça com Batista, e por aí vai.

Dexter apaixonado

Agora vamos falar de sentimentos. E pra isso preciso definir uma coisa: Dexter não é psicopata, ele apenas tem características de um psicopata. Digo isso porque é impossível para uma série de TV, em 96 episódios, manter um personagem puramente psicopata. Vimos que Dexter tem sentimentos, ele amou a irmã, o filho e as namoradinhas, isso e outros detalhes jogam por terra sua psicopatia. É impossível para um show que visa entreter, divertir e emocionar o público manter um personagem preso aos sintomas do transtorno. Dexter precisava ser maleável, modificado ao bel prazer de seus produtores, para assim criar empatia com o público.

Essa cena foi constragedora

Essa cena foi constragedora

O fato dele ter sentimentos era ótimo pra série, pois tornava tudo ainda mais complicado, mais cinza. Mas o amor desmedido e sem nexo por Lumen foi ridículo. E a paixonite adolescente por Hannah também. Foi um desrespeito com os fãs Dexter acabar de enterrar a esposa (que morreu por sua causa) e dois minutos depois cair de amores pela sem sal Lumen. Depois da morte de Rita esperava que a série fosse fundo no lado dark e que as coisas ficassem mais eletrizantes, assustadoras e perigosas. Mas depois que Rita se foi, Dexter se transformou numa novela mexicana, com um homem que ama a primeira loira que passa pela sua frente. Quem diria que Rita, considerada por muitos como chata e uma pedra no sapato, seria o divisor de águas entre o luxo e lixo de Dexter?…

Enfim acabou

Sempre pensei que iria sofrer com o final de Dexter, imaginei que seria difícil me desapegar da série. Mas a tristeza veio por um motivo diferente, veio pelo declínio gigantesco que a série sofreu.

Nos primeiros ano eu fiz milhares de teorias sobre o que poderia acontecer, sofria de antemão pela relação Deb/Dex após a tão esperada descoberta e tentava conjecturar o que viria pela frente. Fiz tudo isso porque, até a 4ª temporada, tudo era bem estruturado. As histórias tinham início, meio e fim. E tudo isso era muito bem ligado e embasado.

Mas a partir do 5º ano parece que jogaram todo o resto no lixo e partiram do zero. Acabou o homem frio e inteligente para dar lugar a um cara que acredita de todo o seu coração na primeira pessoa com cara de vítima que aparece na sua frente. Acabou a policial forte, honesta e boca suja para dar lugar a uma mulher que se deixa subjugar por um irmão egoísta e manipulador.

Oi, meu nome é Dexter Morgan. Eu sou um lenhador.

Oi, meu nome é Dexter Morgan. Eu sou um lenhador.

Sim, fiquei triste com o fim de Dexter, mas por um motivo diferente. O fim da série pra mim foi no último ano. E olha que ainda fui idiota o suficiente para achar que a 6ª temporada seria ótima. Agora, depois de ver tanta história sem pé nem cabeça, sinto apenas alívio por ter me livrado da obrigação de ter que ver como essa história ia terminar.

Séries são produtos da mídia que visam lucro, é isso. Mas é uma pena ver como Dexter abriu mão da arte, da coerência, do belo em se contar uma história bem amarrada para se render apenas aos números da audiência. Falem bem ou falem mal, mas falem de mim. Foi isso que a série se tornou. Dexter foi destruída pela ganância de seus produtores. Mas vamos sorrir gente, não vamos morrer por causa disso e nem criar brigas desnecessárias. Afinal, it’s just entertainment, baby!

*Dexter chorou mais a morte de Vogel (pessoa que ele conhecia há três semanas) do que a perda da irmã

*Elway não tem bunda

*Por que alguém acreditaria que Dex foi passear de barco em meio a uma tempestade?

*E ninguém quer saber onde está Harrison?

*O blábláblá da Argentina era tão falado, o FBI viu a pesquisa no laptop de Dexter sobre América do Sul, mas ninguém vai dar uma visitada no lado de baixo do globo para procurar Hannah?

*Jennifer Carpenter deve te dados pulos de alegria com a morte de Deb, pois assim ela se livrou de um possível spin-off.

Balanço da 7ª temporada de Dexter

Dexter Morgan

Sofrível! Nunca foi tão difícil assistir Dexter. Em alguns episódios eu desviava os olhos da tela e me perguntava por que continuava vendo isso. Alardeada pelos produtores da Showtime que o DNA da série seria modificado neste ano, Dexter fez a mesma coisa dos anos anteriores. Mas com um adendo: citou ou mostrou vários personagens e acontecimentos de temporadas anteriores. Jogaram tudo na panela, seguiram a velha fórmula e nada de DNA mudado. É como disse o pessoal do Braincast, o final da série pode até ficar legal, mas a jornada não está valendo a pena.

SPOILER ALERT!

Essa temporada foi o samba do crioulo doido: LaGuerta investigando Dex, lembranças de Doakes, namorada nova pra Dexter (Lumen 2.0), Deb sabendo a verdade, mafioso como novo arquirrival, Louis no pé do protagonista, crianças voltando. Inseriram tantos plots (repetitivos) na história que se perderam. Nenhuma história foi aprofundada, bem trabalhada e bem acabada.

Pra mim a série perdeu toda sua graça no 2º episódio, Sunshine And Frosty Swirl, quando Debra e Dexter têm o confronto esperado por SETE anos. Deb finalmente sabe a verdade e ficamos ansiosos pra saber qual seria sua reação. E o que ela fez? NADA. Achei tão ridículo que fiz um texto sobre isso que foi até publicado no Dexter Brasil, maior e melhor site sobre a série por aqui. Fui xingada e criticada. Muitos achavam que eu estava me precipitando e que não é possível julgar a série em apenas dois episódios. Sorry, haters, mas isso é possível, sim. Dexter acabou naquele episódio ridículo e não se recuperou mais, ao menos pra mim.

Debra e Dexter

A verdade foi adiada por SETE ANOS, e durante todo este tempo os fãs ficaram ansiosos e curiosos pra saber o que aconteceria depois disso. Em conversas com amigos, muitos diziam que esse seria o fim da série. Os protagonistas iriam entrar em parafuso, cometer erros e fim de show. Mas o que aconteceu? NADA. A cena da descoberta foi pífia e mal feita, como vocês podem ler no texto que fiz sobre isso.

Digam o que quiserem haters, mas esse era o ponto alto da série. Se não fosse não teriam adiado tanto. Os roteiristas guardaram esse trunfo para jogar no fim do show, pra ter grande impacto e fechar com chave de ouro. Mas não souberam fazer isso.

Você descobre que seu irmão, a única família que você tem, é um serial killer e não enche ele de perguntas? Não fica com medo dele? Não tem nojo do cara por nem um segundo? Não pensa em prendê-lo? Não tem medo do que ele possa fazer com você? Não chora? Não perde uma noite de sono? Como Deb não perguntou sobre a morte de Miguel Prado, por exemplo? Por que ela não ligou a verdade às investigações do Quinn na 5ª temporada? Claro que isso tudo não poderia acontecer em um único episódio, mas Deb nada fez ao longo de 12 capítulos.

Dex e Deb

Eu esperava muito mais emoção nessa descoberta. E quando disse isso fui criticada, porque os fãs achavam que eu estava querendo ver novela mexicana. Meus caros, se vocês não se lembram, Deb é a pessoa mais emotiva do show. Ela é o contraponto de Dexter. Dexter é a cabeça, ela é o coração. Tanto no livro quanto na TV, a personagem foi construída como uma mulher forte e emocional que tenta esconder suas fragilidades para vencer na vida. Dexter diz isso na 1ª temporada: “Deb tenta esconder o quão frágil ela é. Eu tento esconder o quão frágil eu não sou”.

E quem não se lembra da cena linda da 4ª temporada, quando Deb se desfaz em lágrimas com a morte de Lundy? Ou quando ela fica perturbada quando Anton é pego pelo Skinner na 3ª? Deb deu um pití, chorou, brigou e tremeu na 1ª temporada com a possibilidade de Dexter se afastar após descobrir seu pai verdadeiro e, consequentemente, que Harry sempre mentiu pra ele. Como essa mulher ficou tão fria com a descoberta de sua vida???? Até a reação de Deb quando descobriu que Dex estava apaixonado por Hannah foi mais sofrida do que quando soube que seu irmão era um assassino.

Os trailers e teasers venderam a premissa de que a temporada seria dos Morgans, mas não foi isso. Ele continuou mentindo e ignorando Deb. As conversas profundas que deveriam acontecer entre os irmãos foram transferidas para Hannah, outra namoradinha, outra Lumen.

Louis Greene

Será que tem algum louco pra comprar e defender o plot do Louis? Inserido na fraca 6ª temporada, Louis foi a tábua de salvação para muitos fãs que esperavam uma melhora no ano seguinte. Ele perseguia e atormentava o protagonista, e por conta disso milhares de teorias surgiram. Mas o que aconteceu? Louis saiu de cena do modo mais raso e ridículo possível. Apareceu do nada e sumiu do nada.

Louis

Acho que os roteiristas pensaram: “Nossa! E aquele nerd que a gente inventou ano passado? Vamos fazer o que com ele?” “Sei, lá! Mata o cara e segue em frente”. No fim das contas Louis era um filhinho de papai que ficou com raivinha por Dexter ignorar seu jogo. O mimadinho resolveu implicar com o serial killer da mesma forma que meninos de 8 anos irritam os coleguinhas. E ele saiu de cena da forma mais cômoda pra Dexter (como sempre acontece). Foi morto pelo mais novo arqui-inimigo do protagonista e NINGUÉM deu falta do cara.

Os fãs mais otimistas diziam que a morte dele ia ter alguma consequência pra Dexter, afinal havia sangue do moço no barco. Mas o que houve? Nada! Plots como o do Louis provam que Dexter é uma série que vive de expectativas. O público fica ansioso e cria milhões de teorias durante os 9 ou 10 meses de hiato. Aí fazem um 1º episódio até legalzinho que gera mais mil teorias. E o que se vê a seguir são 10 episódios chatos e vazios, onde nenhuma teoria se concretiza. E no fim fazem uma season finale bem meia boca, com apenas uma cena interessante, o cliffhanger que vai deixar o público animado até a temporada seguinte.

Isaak Sirko

Ray Stevenson é lindo e talentoso. Isaak foi um personagem interessante, mas pessimamente explorado. Ao contrário do que foi alardeado pelos produtores, de que a temporada seria diferente, Isaak foi a prova viva que tudo foi o mais do mesmo. Mais um arquirrival para Dexter. Só que desta vez o rival era um mafioso, o que me fez pensar: “Nossa! Como Dexter vai sair dessa? Ele pode até matar o cara, mas não vai adiantar nada porque afinal de contas ele está lidando com a MÁFIA. Mata um e 200 vão na cola dele.” E o que aconteceu? NADA.

Izaak atirando

Isaak resolveu se vingar da morte de Viktor sozinho, sob o pretexto de não poder revelar sua homossexualidade para a irmandade ucraniana. Como assim??? Sei que o tema ainda é tabu em diversos ambientes, mas o cara era o chefão da máfia! Ele poderia ter inventado um motivo qualquer, dizer que Viktor estava fazendo um trabalho indispensável, ou apenas não dizer nada aos membros da máfia, afinal ele era o chefe da bagaça. Era só dizer: “Eu quero matar aquele cara, me ajudem subordinados”. Só que o roteiro covarde retira o mafioso da máfia e faz ele se vingar sozinho, deixando a situação ainda mais fácil pra Dexter.

Isaak Sirko é extremamente civilizado para não matar Dexter no bar gay, mas atira nele do meio da rua? Estando Dexter em uma loja de donuts? Não faz o menor sentido.

Aí, como se não bastasse uma história tão fraca e mal contada, de uma hora pra outra George resolve matar Isaak. Sirko era o grande chefe da organização e, mesmo que sua vingança pessoal estivesse atrapalhando os rumos dos negócios, ele poderia resolver essa pendenga administrativa com a civilidade que existe na máfia. Mafiosos se matam sim, claro, mas há todo um entendimento de que aquilo é um negócio, e todas as ações são tomadas com frieza, pensando no bem dos negócios.

Aí invertem a situação e colocam Dexter pra ajudar Isaak? O cara deixou sua vida de lado para fazer vingança a Viktor e do nada pede Dex pra salvá-lo? Desculpa, mas a motivação do personagem era tamanha que fazia mais sentido ele matar Dexter e deixar que a máfia acabasse com ele na sequência. E o que foi a cena de Isaak matando o capanga da máfia e Dexter limpando o sangue com uma mangueira? O cara metódico e todo preocupado com o ritual ficou extremamente desleixado.

Hannah e Dexter

Talvez o pior momento da temporada. Não por Hannah, afinal gostei da personagem e Yvonne Strahovski é muito mais carismática e mil vezes mais talentosa que a chata Julia Stiles (Lumen).  Também não sou contra Dexter ter uma mulher e nem a favor que ele se envolva amorosamente com Deb, mas Dex apaixonado é deprimente. Ele conhece a mulher com um dia e já conta todas as verdades de sua vida, se entrega, fica todo babão, coloca a mulher (uma assassina) para conviver com seu filho e faz planos para o futuro.

A cena em que os dois ficam juntos foi, no mínimo, desconfortável. Aquilo quebrou tudo o que a série sempre pregou. Ele abriu mão do código pelo desejo e… Dexter profanou a killroom!

O pior dessa relação foi ver ele se abrindo com Hannah, quando isso deveria ser feito com Deb. Sorry, mas os protagonistas da série são Debra e Dexter, e a tenente foi totalmente jogada pra escanteio nessa temporada. E o plot de Dexter com namoradinhas tá mais que batido. Lila e Lumen foram suficientes, não precisava de outra. Ao invés de se preocupar com sua nova situação de vida, com a irmã no seu pé, ele ligou o foda-se pra tudo e amou loucamente uma assassina que quer matar sua irmã.

Hannah e Debra

E ver Deb brigando com Hannah também foi vergonhoso. Se a motivação dela fosse a preocupação com a vida de Dex, ok. Mas era uma implicância de mulher apaixonada e rejeitada. Deb Morgan é (era) uma personagem fantástica e não precisava acabar assim, nessa mediocridade do triângulo amoroso/assassino.

E como Hannah diz que o dark passanger não existe e Dex compra a história? A mitologia criada e sustentada por sete anos caí por terra em cinco segundos. E por que Dexter pode matar o sogro e Hannah não pode matar a cunhada? Cadê coerência, Dexter?

Figurantes

Harrison, Cody, Astor, Batista, Jamie, Masuka e, principalmente, Quinn. Alguém explica a função dessas pessoas na série? Pra mim são apenas papel de parede. Pra quê fazer os enteados voltarem pra um episódio? Só pra gente lembrar que a Rita existiu e que Dexter ferrou com a vida dela?

Harrison

Nessa temporada eu percebi o quão desnecessários são certos personagens, e vi que eles foram inseridos na história sem pensar em quais seriam seus futuros. Pra quê a existência de Harrison, por exemplo? Já que o menino não muda em nada a vida de Dexter. O único sentido teria sido matar o menino na 6ª temporada, mas Showtime nunca mostraria essa cena.

Batista perdeu todo seu carisma, Masuka nem engraçado é mais e Quinn? O que dizer de Quinn? Terminou essa temporada do mesmo jeito da 6ª, abandonado por uma mulher e caindo de cara no alcoolismo. E o reboot dele conversando com Jamie na festa de Batista? Acho que deve haver algum lei que exija o mínimo de 20 atores no elenco das séries, porque só isso justificaria esse monte de gente sem história, rondando pela série como se fossem fantasmas.

Season finale

O episódio foi fraco como toda a série. Não gostei do fim de Hannah, pois vai ficar a mesma história de Lumen. Agora ninguém sabe se ela volta ou não, e os produtores vão ficar jogando com essa possibilidade.

Apesar das críticas, gostei de Deb matar LaGuerta. Mas apenas porque sonho com isso desde a 1ª temporada. LaGuerta sempre foi tão filha da puta com Deb que eu adoraria ver a tenente acabando com a megera com as próprias mãos. Mas isso sempre esteve nos sonhos, nunca achei que aconteceria. E confesso que vibrei quando Deb atirou. Mas agora modificaram Deb, assim como fizeram na ridícula final da 5ª temporada. Agora ela não é apenas cúmplice, é assassina.

E fico triste por ver o que fizeram com minha personagem favorita. A mulher forte, honesta, de boca suja e que pegava o homem que queria sem se importar com opiniões virou uma mulher amargurada, chata e que vive no pé do irmão, sua nova paixão. Ela abriu mão de sua dignidade e honestidade fácil demais. Mas aí tenho que dar os parabéns pra Jennifer Carpenter, a atriz foi incrível como sempre em seu papel, e foi mais incrível ainda fora das telas. Digo isso porque os únicos momentos de humanidade da personagem na série só aconteceram a pedido da atriz. A cena em que Deb se solta e xinga muito no elevador após ter que mentir pra ajudar Dex no departamento e o momento em que ela chora sobre o corpo de LaGuerta só foram inseridos a pedido da atriz. Ou seja, os roteiristas não souberam imprimir nenhuma emoção ao personagem. Transformaram Deb em um robô, algo totalmente contra o que sustentou a personagem durante estes anos. E o pior, diante da maior descoberta de sua vida, a mulher à flor da pele se transformou no novo Dexter, e fez cara de paisagem para os principais acontecimentos de sua vida.

Season finale

Resumo da ópera

Dexter foi descaracterizado e perdeu seu carisma. Ele deixou de ser o assassino frio e inteligente pra se transformar num adolescente apaixonado que acredita na primeira coisa que dizem a ele. Sem contar na transformação do protagonista em super herói, porque foi isso que fizeram com Dexter. Inventam situações complicadíssimas pra ele do nada, a audiência se assusta e acha que não tem saída, aí o roteiro tira Dexter da tormenta da forma mais artificial e fácil possível.

Credito essa queda de qualidade à longevidade da série. Showrunners como Michael Cuesta e Chip Johannessen, que iniciaram a saga do serial killer, deixaram a série e hoje trabalham na maravilhosa e aclamada Homeland. Enquanto isso Dexter ganhou o reforço de Manny Coto, que tenta com todo custo transformar o analista de sangue no Jack Bauer. A série se perdeu ao longo desses sete anos. Tudo que acontece agora jamais foi pensado no início do show, como Deb se apaixonando por Dex, por exemplo. Se viram com um material de sucesso nas mãos e não souberam dar sequência no trabalho, que deveria ter terminado na 5ª temporada. A 7ª temporada conseguiu a façanha de ser pior que a 5ª.

*Continuarei a assistir à série, afinal de contas vi por sete anos e quero saber como isso vai terminar.

*E se alguém mandar eu ver coisa melhor… Sim, eu assisto coisa melhor, como Homeland e Breaking Bad.

*Infelizmente o único prazer de ver a série hoje é criticar, e saborear o humor involuntário propiciado por um roteiro covarde.