Klose Klose Klose

Klose dá sua famosa cambalhota para comemorar seu segundo gol contra os hermanos

Três vezes Klose. Esse é o número que falta para o atacante alemão bater o recorde de Ronaldo e se tornar o maior artilheiro da história das Copas. Mas pergunta se ele tá preocupado com isso. Não. Essa é a resposta. O camisa 11 disse, após a goleada sobre a Argentina, que seu principal objetivo era levar a Alemanha à semifinal. Diferente do brasileiro, que em 2006 parecia só pensar no tal recorde enquanto caminhava em campo pela seleção canarinho.

O atacante de três gols na temporada 2009/2010 derrotou o melhor do mundo

Esse é o jeito Miroslav Klose de ser e de jogar. Ele geralmente fica apagado durante os jogos e sempre aparece um comentarista dizendo que ele não faz nada ou que ele não é tão bom como pensam. Ou seja, Klose age como um mineiro, come quieto e vai pelas beiradas. Ele decidiu a parada em 2006 em favor dos germânicos e fez isso de novo hoje. O time de Klose derrotou a Argentina do craque Messi e do ídolo Maradora e fez o que muitos não acreditavam, chegou ao seu quarto gol nesse Mundial da África e é um dos vice-artilheiros da competição.

O atacante chegou desacreditado à Copa porque não fez uma boa temporada no Bayern de Munique, quer dizer, ele quase não jogou esse ano. Klose ficou boa parte da última temporada no banco de reservas e só marcou três gols no Campeonato Alemão. Chegou a se pensar que ele também ficaria no banco alemão e que Cacau entraria em seu lugar, mas Joaquim Löw não dispensou o artilheiro da Copa da Alemanha em 2006. O treinador apostou suas fichas na experiência de Miro e se deu muito bem.

Os alemães mostraram, até aqui, o futebol mais dinâmico, equilibrado e interessante desta Copa. A juventude dessa seleção aliada à experiência de Klose e à sua vontade de trabalhar em equipe formam uma poderosa arma que pode, eu espero, desmontar a Fúria espanhola.

Revivendo 2006

Schneider discutiu com Heinze no começo da partida em Berlim

Mais uma vez a Argentina encarou o México nas oitavas. Mais uma vez os hermanos ganharam. Mais uma vez os argentinos vão disputar as quartas de final com a Alemanha. Digo mais uma vez porque essa história já aconteceu em 2006. Há quatro anos atrás a seleção azul saiu na frente dos alemães, mas eles empataram o jogo (com o Klose, é claro). No meio de tudo isso aconteceu, claro, a catimba argentina. Os latino americanos provocaram os europeus como sempre fazem e por pouco a partida não terminou em briga. Mas o duelo aconteceu nos pênaltis.

Na época, Lehman era o goleiro titular da Alemanha no lugar do badaladíssimo Oliver Kahn, fato que causou um certo rancor em Kahn, que era considerado um dos melhores goleiros do mundo. A partida foi para a prorrogação e enfim para as penalidades e quem decidiu a parada foi Lehman com o auxílio de Kahn, que até então não tinha apresentado uma cara muito feliz do banco de reservas. O apoio do goleiro experiente deu força e fez com que o novo titular defendesse o pênalti decisivo e desse a vaga para as quartas ao time alemão.

Lehman recebeu o abraço de Kahn após classificar a Alemanha para as semis

Na última Copa os alemães pararam os hermanos e eu espero que a história se repita. Torço para que a Alemanha reviva essa parte de 2006 e despache os argentinos para Buenos Aires.

A Argentina é a sensação da Copa da África, principalmente o seu técnico. Dieguito Maradona na beira do campo é um espetáculo à parte. Mas deixando os showzinhos de Dom Diego e de Messi de lado, sou mais a força e a união alemã. Nossos vizinhos jogam demais, jogam bonito, mas torço pra Alemanha. Eles têm um time mais equilibrado e uma defesa muito melhor que aquela barreirinha fraca argentina. Não sei o que vai acontecer, não tenho a capacidade de fazer previsões. Mas espero que esse momento 2006 seja revivido na África do Sul.